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Hoje se comemora 101 anos da aparição de Nossa Senhora de Fátima!

Apesar de muitos cristãos não acreditarem nas aparições de Fátima, por não acreditarem em santidade, ou por falta de fé ou simplesmente por não aceitarem nada ligado a igreja católica, Nossa Senhora de Fátima tinha prometido um milagre aos três pequenos pastores, que até então eram tidos por mentirosos. Na última aparição foi realizado o milagre do sol, a vista de 70 mil pessoas, entre as quais haviam muitos jornalistas que relataram o milagre.

Nossa Senhora de Fátima fez sua primeira aparição em 13 de maio de 1917 na pequena aldeia de Fátima em Portugal. Em um local chamado “Cova de Iria”, ela apareceu para três pequenos pastorinhos: Lúcia, Francisco e Jacinta.
Por volta de meio-dia eles brincavam pelo campo enquanto cuidavam de um pequeno rebanho quando pararam para rezar o terço, como já era de costume. Queriam voltar logo para a brincadeira e por isso rezaram à moda deles e rapidamente voltaram para o campo e foi quando viram um clarão bem similar ao de relâmpagos.

Acharam que ia chover e por isso se recolheram para ir embora e foi quando viram um segundo clarão em cima da copa de uma árvore (chamada azinheira) e em seguida viram Nossa Senhora de Fátima. Assustados, quiseram correr, mas Nossa Senhora logo os tranquilizou e pedindo que não tivessem medo, pois ela vinha do Céu.

Segundo relato dos próprios pastorinhos, a visão era de uma “Senhora mais brilhante que o Sol”, e em suas mãos pendia um Rosário. Serena e tranquila disse às crianças:
“Vim para pedir que venhais aqui seis meses seguidos, sempre no dia 13, a esta mesma hora. Depois vos direi quem sou e o que quero. Em seguida, voltarei aqui ainda uma sétima vez.”

E as aparições aconteceram sete meses seguintes conforme o prometido.

Antes de ir embora, Nossa Senhora de Fátima ainda ressaltou:

“Rezem o Terço todos os dias, para alcançarem a paz para o mundo, e o fim da guerra.”

As aparições continuaram nos meses seguintes e mesmo em meio a perseguições, maus tratos e acusações de serem mentirosos, Lúcia, Francisco e Jacinta estavam na Cova de Iria para esperar por Nossa Senhora de Fátima. Tanto que na segunda aparição, haviam apenas 50 pessoas os acompanhando.

Mas isso foi mudando e na terceira aparição prometeu um milagre para que o povo acreditasse nas crianças. E na última aparição, em 13 de outubro, o milagre aconteceu. Haviam com eles mais de 70.000 pessoas e em meio a multidão, do meio das nuvens negras, o sol surgiu e começou a girar sobre si mesmo como se fosse uma imensa bola de fogo.
E foi também nessa última aparição que Nossa Senhora de Fátima revelou ser a “Senhora do Rosário” e pediu que ali fosse construída uma capela em sua homenagem.

Segredos de Fátima

Na terceira aparição de Nossa Senhora de Fátima foi revelado a Lúcia um Segredo constituído por três partes que seriam reveladas posteriormente nas demais aparições. São eles, nas próprias palavras de Lúcia:

1ª parte – A visão do Inferno

“Nossa Senhora mostrou-nos um grande mar de fogo que parecia estar debaixo da terra. Mergulhados em esse fogo, os demônios e as almas, como se fossem transparentes e negras ou bronzeadas, com forma humana, que flutuavam no incêndio levadas pelas chamas que delas mesmas saíam juntamente com nuvens de fumo, caindo para todos os lados, semelhante ao cair das faúlhas em grandes incêndios, sem peso nem equilíbrio, entre gemidos e gritos de dor e desespero que horrorizava e fazia estremecer de pavor.

Os demônios distinguiam-se por formas horríveis e asquerosas de animais espantosos e desconhecidos, mas transparente e negros.

Esta vista foi um momento, e graças à nossa boa Mãe do Céu, que antes nos tinha prevenido com a promessa de nos levar para o Céu (na primeira aparição)! Se assim não fosse, creio que teríamos morrido de susto e pavor”.

2ª parte – Devoção ao Imaculado Coração de Maria

“Nossa Senhora me disse que nunca me deixaria e que Seu Imaculado Coração seria o meu refúgio e o caminho que me conduziria a Deus.Que foi ao dizer estas palavras que abriu as mãos, fazendo-nos penetrar no peito o reflexo que delas expedia.

Parece-me que, em este dia, este reflexo teve por fim principal infundir em nós um conhecimento e amor especial para com o Coração Imaculado de Maria; assim como das outras duas vezes o teve, me parece, a respeito de Deus e do mistério da Santíssima Trindade. Desde esse dia, sentimos no coração um amor mais ardente pelo Coração Imaculado de Maria”.

3ª parte – A última revelação do Segredo

“Depois das duas partes que já expus, vimos ao lado esquerdo de Nossa Senhora um pouco mais alto um Anjo com uma espada de fogo em a mão esquerda; ao cintilar, despia chamas que parecia iam incendiar o mundo; mas apagavam-se com o contacto do brilho que da mão direita expedia Nossa Senhora ao seu encontro:

O Anjo apontando com a mão direita para a terra, com voz forte disse: Penitência, Penitência, Penitência! E vimos uma luz imensa que é Deus: “algo semelhante a como se vem as pessoas em um espelho quando lhe passam por diante” um Bispo vestido de branco “tivemos o pressentimento de que era o Santo Padre”.

Vários outros Bispos, Sacerdotes, religiosos e religiosas subir uma escabrosa montanha, no cimo da qual estava uma grande Cruz de troncos toscos como se fora de sobreiro com a casca; o Santo Padre, antes de chegar aí, atravessou uma grande cidade meia em ruínas, e meio tremulo com andar vacilante, acabrunhado de dor e pena, ia orando pelas almas dos cadáveres que encontrava pelo caminho; chegado ao cimo do monte, prostrado de joelhos aos pés da grande Cruz foi morto por um grupo de soldados que lhe dispararam vários tiros e setas, e assim mesmo foram morrendo uns trás outros os Bispos, Sacerdotes, religiosos e religiosas e varias pessoas seculares, cavalheiros e senhoras de várias classes e posições. Sob os dois braços da Cruz estavam dois Anjos cada um com um regador de cristal em a mão, neles recolhiam o sangue dos Mártires e com ele regavam as almas que se aproximavam de Deus.”

A mensagem que fica e continua sendo atual até mesmo nos dias de hoje é que Nossa Senhora de Fátima veio nos lembrar que Deus existe, nos ama e pode nos salvar desse mundo devastado pela guerra e pela fome. Devemos ter fé e sempre lembrar de suas palavras quando tudo parecer perdido ou sem solução.

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São Jorge não é Ogum, Diga não ao sincretismo religioso!

Respeito todas as religiãos, não julgo pessoas por religião, pois pessoas ruins e boas existem em todas as religiãos, mas não gosto quando bagunçam o cristianismo.
Os Católicos tem que aprender e aceitar que Ogum não é São Jorge.

São Jorge, Georgius, foi, conforme a tradição, um soldado romano no exército do imperador Diocleciano. Em 303, Diocleciano (influenciado por Galério) publicou um édito que mandava prender todo soldado romano cristão e que todos os outros deveriam oferecer sacrifícios aos deuses romanos. Jorge foi ao encontro do imperador para objetar, e perante todos declarou-se cristão. Não querendo perder um de seus melhores tribunos, o imperador tentou dissuadi-lo oferecendo-lhe terras, dinheiro e escravos. Como Jorge mantinha-se fiel ao cristianismo, o imperador tentou fazê-lo desistir da fé torturando-o de vários modos. E, após cada tortura, era levado perante o imperador, que lhe perguntava se renegaria a Jesus para adorar aos deuses romanos. Todavia, Jorge reafirmava sua fé, tendo seu martírio, aos poucos, ganhado notoriedade e muitos romanos, tomado as dores daquele jovem soldado, inclusive a mulher do imperador, que se converteu ao cristianismo. Finalmente, Diocleciano, não tendo êxito, mandou degolá-lo no dia 23 de abril de 303, em Nicomédia, na Ásia Menor.

Ogum,Logum ou Ologum, o senhor da guerra ou guerreiro, é uma divindade da cultura Iorubá, região onde localiza-se hoje a Nigéria. Na África, a organização teológica funciona de modo diferente à forma como se desenvolve a religiosidade afro no Brasil. Lá, as pessoas acreditam que a divindade Iorubá é um ancestral comum aos moradores da tribo, cidade, ou etnia e não como uma divindade, como o é no Brasil. No caso, grande parte das pessoas que praticam as religiões “tradicionais” da região de Obéocutá, acreditam que Ogum seria seu ancestral divinizado. Quanto ao mito, Ogum é lembrado como conquistador e caçador, como quem sempre defendeu os seus e sempre proveu de alimentos sua tribo. Contudo, no Brasil seu mito muda de aspecto, devido a lógica da escravidão, os africanos acabam por exaltar outros aspectos desta divindade, de forma a contemplar seus anseios, buscando se livrar dos castigos dos seus senhores, passavam então a privilegiar o aspecto guerreiro e violento da divindade.

Mas como nasceu este sincretismo religioso?

Durante o período de colonização, quando chegaram os primeiros escravos africanos e colocaram seus pés em terras tupiniquins, estes trouxeram consigo suas próprias crenças, sua religião e suas divindades. Uma grande parcela dos escravos africanos a desembarcarem no país, pertenciam às regiões onde hoje estão a Nigéria, Benin e Togo e, de sua origem iorubá veio também a cultura do Candomblé. Entretanto, uma vez que a religião oficial e predominante entre seus senhores e império a quem até então a terra pertencia era o cristianismo, o culto a qualquer outra religião era terminantemente proibido.

Aquele que era pego cultuando dividades fora do cristianismo era severamente punido e, desta forma, os escravos se viram impedidos de reverenciarem a quem eles mais desejavam clamar por ajuda. Sendo assim, encontraram secretamente uma outra forma de homenagear e orar por seus orixás sem que fossem punidos por isso, realizando associações entre santos cristãos e as divindades reverenciadas pelos escravos. Entre suas comunidades, os negros continuavam a cultuar seus próprios deuses, podem utilizando a imagens de santos cristãos, livrando-se das punições de seus senhores, os quais desconheciam os rituais do povo africano.
Assim também ocorreu com Ogum e São Jorge Guerreiro, o poderoso Orixá que foi facilmente associado com outra figura de imenso espírito guerreiro do cristianismo.

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A unidade da Igreja é preciso, cristão que luta contra a unidade, luta contra o Reino de Deus!

14Eu sou o bom pastor. Conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem, 15assim como o Pai me conhece e eu conheço o Pai. Eu dou minha vida pelas ovelhas.
16Tenho ainda outras ovelhas que não são deste redil: também a elas devo conduzir; elas escutarão a minha voz, e haverá um só rebanho e um só pastor. 17É por isso que o Pai me ama, porque dou a minha vida, para depois recebê-la novamente. 18Ninguém tira a minha vida, eu a dou por mim mesmo; tenho poder de entregá-la e tenho poder de recebê-la novamente; essa é a ordem que recebi do meu Pai”.
(Jo 10,14-18)

Uma só Igreja, uma só fé, um só batismo, uma só esperança e um só Senhor.
É isto o que, Deus quer, mas o homem prefere fazer o diabo ( do latim diabolus, do grego clássico diabolôs – que quer dizer separação e divisão, indica aquele que desune, que inspira ódio ou inveja ), se tornando satanás ( inimigo das coisas de Deus, aquele que se opõe as obras de Deus ).
Como diz o próprio evangelho, Jesus, o Bom Pastor, tem ovelhas que ainda estão perdidas e tem aquelas que estão nos vários rebanhos diferentes, mas as suas ovelhas escutaram a sua voz e haverá um só rebanho e um só pastor.

Chegará o dia em que os verdadeiros cristãos irão viver em unidade, e então haverá uma só Igreja, uma só fé, um só batismo, uma só esperança e um só Senhor.

Como o olhar de Jesus converteu o intérprete de Barrabás em “A Paixão de Cristo”

O testemunho arrepiante do ator italiano Pietro Sarubbi: após anos de vazio existencial, ele encontrou a fé graças ao papel que não queria ter interpretado

Quando era adolescente, o ator italiano Pietro Sarubbi fugiu de casa para se unir a um grupo de circo e, desde então, girou mundo tentando achar sentido existencial e preencher o vazio espiritual que o atormentava. Entre peças de teatro, gravação de comerciais televisivos e produções do cinema italiano independente, Pietro se destacou na comédia, mas nunca se livrou de uma sutil e persistente sensação de fracasso, já que o seu sonho era se tornar diretor.

Mesmo em 2001, quando conseguiu um papel secundário em “Capitão Corelli“, filme de Hollywood, o vazio não se dissipou. As coisas começariam a mudar, no entanto, alguns meses depois: Pietro recebeu um convite para trabalhar com Mel Gibson no que imaginou que seria um filme de ação. Nunca imaginaria que o filme se propunha a retratar a Paixão de Cristo.

Embora muito afastado da Igreja, Pietro desejou, naquele momento, interpretar o apóstolo Pedro – não porque tivesse particular apreço pelo Santo Padre, mas apenas porque o valor a ser pago por dia de trabalho era mais alto. Não foi pequena a decepção quando o diretor lhe disse que o queria no papel de Barrabás.

Foi o próprio Mel Gibson quem lhe explicou, porém, que Barrabás não era apenas um bandido. O rebelde zelote tinha ficado muitos anos preso, fora torturado e levado ao limite do humanamente suportável. Uma frase de Mel Gibson bateu fundo no coração de Pietro: Barrabás tinha ido se transformando num animal, um ser embrutecido e sem palavras que só se expressava com o olhar. Era por isso que o diretor o tinha escolhido: porque Pietro poderia encarnar tanto o animal selvagem quanto, no fundo do coração, manter no olhar o brilho de um homem bom.

Durante as gravações, Pietro Sarubbi e o zelote se fundiram num só. A cena avançava e Pietro encarnava os acontecimentos de tal forma que já nem atuava conscientemente. Quando as autoridades libertam Barrabás, escolhido pela multidão no lugar de Jesus, o bandido, entre incrédulo e exultante, fitava os poderosos e depois a turba com ironia. É quando desce as escadas e o seu olhar se cruza com o de Jesus.

“Foi um grande impacto. Eu senti uma corrente elétrica entre nós. Eu via o próprio Jesus“, declarou Pietro Sarubbi a respeito da força da cena compartilhada com o colega Jim Caviezel, intérprete do Cristo ali condenado ao suplício horrível da morte na cruz.

E foi naquele instante que a paz tão desesperadamente procurada ao longo de tantos anos finalmente lhe inundou a alma.

“Quando olhou nos meus olhos, os olhos de Jesus não tinham ódio nem ressentimento. Só misericórdia e amor”.

Em 2011, Pietro Sarubbi relatou a sua impactante conversão no livro “Da Barabba a Gesù – Convertito da uno sguardo” (“De Barrabás a Jesus: convertido por um olhar“). O ator italiano conta, nessa obra, que a fé agora abrange todos os setores da sua vida.

As páginas do livro se encerram com uma interpretação pessoal daquele episódio que mudou para sempre a sua trajetória:

“Barrabás é o homem a quem Jesus salvou da cruz. É ele que representa toda a humanidade”.

Domingo de Ramos

1. “Aproximavam-se de Jerusalém. Quando chegaram a Betfagé, perto do monte das Oliveiras, Jesus enviou dois de seus discípulos, 2. dizendo-lhes: Ide à aldeia que está defronte. Encontrareis logo uma jumenta amarrada e com ela seu jumentinho. Desamarrai-os e trazei-mos. 3. Se alguém vos disser qualquer coisa, respondei-lhe que o Senhor necessita deles e que ele sem demora os devolverá. 4. Assim, neste acontecimento, cumpria-se o oráculo do profeta: 5. Dizei à filha de Sião: Eis que teu rei vem a ti, cheio de doçura, montado numa jumenta, num jumentinho, filho da que leva o jugo (Zc 9,9). 6. Os discípulos foram e executaram a ordem de Jesus. 7. Trouxeram a jumenta e o jumentinho, cobriram-nos com seus mantos e fizeram-no montar. 8. Então a multidão estendia os mantos pelo caminho, cortava ramos de árvores e espalhava-os pela estrada. 9. E toda aquela multidão, que o precedia e que o seguia, clamava: Hosana ao filho de Davi! Bendito seja aquele que vem em nome do Senhor! Hosana no mais alto dos céus!”
Mateus, 21:1-9

O mesmo povo que aclamava, “Hosana ao filho de Davi! Bendito seja aquele que vem em nome do Senhor! Hosana no mais alto dos céus!” Foi o mesmo povo que a poucos dias depois gritava: “nós adoramos a César”, “crucifica-o”.

“2. Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?”

7. Eu, porém, sou um verme, não sou homem, o opróbrio de todos e a abjeção da plebe. 8. Todos os que me vêem zombam de mim; dizem, meneando a cabeça: 9. Esperou no Senhor, pois que ele o livre, que o salve, se o ama. 10. Sim, fostes vós que me tirastes das entranhas de minha mãe e, seguro, me fizestes repousar em seu seio. 11. Eu vos fui entregue desde o meu nascer, desde o ventre de minha mãe vós sois o meu Deus. 12. Não fiqueis longe de mim, pois estou atribulado; vinde para perto de mim, porque não há quem me ajude.
13. Cercam-me touros numerosos, rodeiam-me touros de Basã; 14. contra mim eles abrem suas fauces, como o leão que ruge e arrebata. 15. Derramo-me como água, todos os meus ossos se desconjuntam; meu coração tornou-se como cera, e derrete-se nas minhas entranhas. 16. Minha garganta está seca qual barro cozido, pega-se no paladar a minha língua: vós me reduzistes ao pó da morte. 17. Sim, rodeia-me uma malta de cães, cerca-me um bando de malfeitores. Traspassaram minhas mãos e meus pés: 18. poderia contar todos os meus ossos. Eles me olham e me observam com alegria, 19. repartem entre si as minhas vestes, e lançam sorte sobre a minha túnica.”
Salmos 21: 2, 7-19

Quem é a multidão que aclamou a Jesus como Rei?
Esta multidão somos nós!
Quem é a multidão que mandou crucificar a Jesus?
Esta multidão também somos nós!

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O batismo e a conversão

Este vídeo termina com a cena do soldado romano perfurando o lado de Jesus com uma lança, mas poucos sabem sobre duas coisas que realmente acontecem nesta passagem bíblica.
Uma delas é o primeiro batismo cristão.
Na sua terceira viagem, Paulo encontrou, em Éfeso, uns doze homens que haviam sido batizados no batismo de João. Depois de ouvir o ensinamento de Paulo, foram batizados em nome de Jesus (Atos 19:1-7). Por que foi necessário esse segundo batismo?
Porque o batismo de João, de arrependimento não era mais válido, pois no Calvário nasce o batismo da salvação, O apóstolo Paulo pregava o batismo do calvário ou da cruz, mas como surgiu o batismo da cruz?
Quando o soldado furou o lado de Jesus com uma lança e saiu sangue e água, mas o que significa o sangue e a água, que verteram do lado ferido de Jesus?
Na Bíblia a água aparece muitas vezes com o sentido de purificação e o sangue com o sentido de vida.
Não foi quando Jesus suou sangue que nos purificou dos pecados, também não foi o sangue de suas costas ou de sua cabeça ferida pela coroa de espinhos, ou de suas mãos e pés furados pelos cravos, pois o sangue que saíram dessas feridas era o sangue do Cordeiro Vivo. Mas foi o sangue que saiu do Cordeiro Imolado que nós purificou de todos os pecados.
A água e o sangue que saíram da ferida de Jesus, foi os elementos que possibilitaram a salvação do homem. O sangue nos fala da expiação judicial dos pecados, pois sem derramamento de sangue não havia expiação dos pecados, e a água representa a expiação moral. Naquele momento em que a água e o sangue é aspergido, sobre os que estavam aos pés da cruz, inclusive o soldado que O perfurou com a lança, todos são batizados.
Paulo nos fala que a travessia do Mar Vermelho foi uma prefiguração do batismo, pois ele disse: “ na travessia do Mar Vermelho todos foram batizados “. Na travessia do Mar Vermelho houve a prefiguração de dois batismo, um foi dos soldados egípcios, que foram cobertos pelas águas, e o outro foi o povo de Israel, que atravessou o Mar Vermelho com os pés enxuto.

Mas há um outro acontecimento importante nesta cena: a conversão de São Longuimnho.
“Longuinho” , também chamado de Cássio, nasceu nos primeiros anos da nossa era, foi um dos soldados romanos destacados para acompanharem o castigo, a crucificação e a morte de Jesus. Chamava-se, na verdade, Longinus, nome que significa “Uma Lança”. Foi soldado que perfurou com uma lança o lado de Jesus, de onde brotou sangue e água, como São João afirma em seu Evangelho.
Longinus o primeiro a reconhecer Jesus como o filho de Deus. Alguns historiadores acreditam que ele, enquanto soldado, fazia guarda no sepulcro dos crucifixos e acompanhava todas as crucificações. Após a de Cristo, ele teria se convertido porque o sangue espirrou em seus olhos, curou um problema de visão e o fez “cair em si”.
Ao abandonar o exército, Longinus passou a peregrinar e levar a palavra de Cristo, principalmente na região da Capadócia. Ele foi descoberto e denunciado como desertor a Pôncio Pilatos, que o condenou à morte caso não renunciasse à fé. Longinus se manteve firme em seu pensamento, mesmo após ter sido torturado, os dentes arrancados e a língua cortada. Por fim, acabou decapitado.

Martinho Lutero e São Francisco de Assis, dois nomes muito conhecidos no cristianismo.

Martinho Lutero em alemão: Martin Luther, foi um monge agostiniano e professor de teologia germânico que viveu entre os anos de 1483 a 1546 e Giovanni di Pietro di Bernardone, mais conhecido como São Francisco de Assis foi um frade católico da Itália que viveu entre os anos de 1182 a 1226. Os dois causaram mudanças na igreja e os dois presenciaram a corrupção dentro da igreja, mas a maneira de eles agirem a este fato foi totalmente diferente .

Existe uma controvérsia na conversão de Lutero, uma diz que ele ficou abalado com a morte de um amigo intimo, Segundo, logo após isto, em 2 de Julho de 1505, ele foi pego numa violenta tempestade com trovões perto de Erfurt, e ficou tão aterrorizado que ele caiu no chão e gritou: “Santa Ana, ajude-me e me tornarei monge!”.
Outra história já diz que ele matou este seu amigo em um duelo, e como tinha medo de ser condenado a morte , entrou para o monastério.

Francisco de Assis nasceu em uma família rica, cresceu e se tornou um jovem popular entre seus amigos, por sua indisciplina e extravagâncias, por sua paixão pelas aventuras, pelas roupas da moda e pela bebida, e por sua liberalidade com o dinheiro, mas mostrava uma índole bondosa. Francisco era fascinado por histórias de cavalaria e então alistou se como soldado para a guerra. Mas foi capturado e ficou preso por cerca de um ano, foi libertado e caiu doente, com episódios de febres que durou quase todo o ano de 1202, mas após se recuperar Francisco já não era mais o mesmo.

Martinho Lutero foi para Roma, mas ao cruzar os portões da “metrópole”, encontrou uma cidade deturpada, um mercado da fé. Haviam prostíbulos exclusivos para monges, vendas de artigos e imagens religiosas, com promessas de salvação. O que mais o impactou, foi a venda de indulgências. A Igreja vendia papéis (indulgências) e uma vez obtidas o comprador ganhava desde a diminuição de seu sofrimento no purgatório pós morte, até a absolvição absoluta de seus pecados.
Estava em leilão uma passagem direta ao paraíso dependendo da quantia disposta.
Ao regressar à Alemanha, as crises de consciência de Martinho Lutero se agravaram. Passou semanas sem falar uma palavra dento do convento, até que pressionado por seu tutor, confessou-lhe seu desgosto com os procedimentos da Igreja Católica em Roma.

Um pouco depois ele elabora as suas teses contra a igreja, assim começa a sua luta contra a igreja e o Papa.
Francisco de Assis também se choca com a corrupção na igreja, mas ao invés de tentar combater a igreja, ele começa a mudança por ele mesmo, abre mão da sua herança, abandonando tudo que é material, troca as suas roupas com a de um mendigo, joga os calçados fora. São Francisco se desprende literalmente de tudo.

Lutero se revolta e desafia a igreja, enquanto Francisco em obediência a igreja vai a Roma pedir ao Papa permissão para criar a sua ordem.

Martinho Lutero não visitou Roma para a confirmação da sua causa, nem procurou respeitar as estruturas da Igreja. Na verdade, o cardeal Cajetan reuniu-se em particular com Lutero e explicou-lhe como poderia modificar a sua mensagem para que fosse aprovada pela Cúria Romana e consequentemente considerada.

Infelizmente, Lutero foi inflexível e orgulhoso. Ele não considerou seu compromisso de obediência para com a Igreja de Cristo. Se o Papa não estava de acordo com ele, então ele iria rejeitar a própria instituição do papado (desde Pedro). Lutero não iria tolerar qualquer autoridade que se recusasse a apoiá-lo, imediatamente e sem questionar. Consequentemente, quando a Bula papal chegou, Lutero a queimou publicamente e começou a amaldiçoar o Papa como Anticristo.
São Francisco de Assis é talvez um dos melhores exemplos de paciência aplicada na causa da Reforma. Quando ele foi a Roma buscar o reconhecimento do Papa, este despediu-o com impaciência e disse-lhe para ir “deitar-se com os porcos”.

Sim… Eram outros tempos. Mas, depois de algum tempo, Francisco voltou, todo sujo, roupas manchadas e fedorentas das fezes de suínos. Quando o Papa se opôs à sua entrada, Francisco respondeu: “Obedeci tuas palavras e apenas fiz o que disseste; deitei-me com os porcos”. De repente, o Sumo Pontífice percebeu que estava diante de um santo homem, disposto a obedecer mesmo em face da humilhação. Assim, o Papa ouviu a visão de Francisco para uma necessária renovação dos usos e e práticas dos filhos da Igreja naquela época, e o resto é História.

Quando rejeitado pelo Papa, S. Francisco de Assis poderia ter apelado à Sagrada Escritura, mostrando que este seu padrão de vida pobre e humilde era como o de Cristo. Ele poderia até ter contrastado sua própria “vida bíblica” contra a extravagância da corte papal da época. Francisco tinha razão para estar angustiado, bem o sabemos, e poderia ter repreendido aqueles abades, bispos e cardeais por sua falta de testemunho evangélico. Mas em vez disso, seguiu o caminho de Cristo; aceitou ser incompreendido e caluniado, sabendo que Deus responderia suas reivindicações… e Deus nunca desampara (uma causa justa como a sua).
Observe a diferença entre Lutero e Francisco . O primeiro agiu de forma independente e precipitadamente. O último movia-se com paciência e humildemente.

O primeiro a semelhança de Adão e Eva, buscou a desobediência. O segundo a semelhança de Jesus e Maria buscou a obediência.

Como escreveu S. Tiago Apóstolo: “A ira do homem não produz a Justiça de Deus” (Tg 1,20). A História mostra que Deus não usa “cabeças-quentes” para guiar sua Igreja na justiça. Deus escolhe os pequenos, mansos e humildes – para tais é o Reino dos Céus.

Lutero rejeitou a igreja, para criar a sua própria Igreja.São Francisco procurou a aceitação da Igreja e mesmo sabendo que ele e seus seguidores ( os franciscanos ) não eram aceitos pelo clero da época, mas apenas tolerados, ele aproveitou esta oportunidade dentro da igreja, não para proveito próprio, mas para lutar pela conversão do clero.

A verdadeira Reforma, não trás ódios e separações, a verdadeira Reforma sempre trouxe unidade e conversão.
A igreja é santa, mas é composta por pecadores, por isto sempre houve e sempre haverá erros humanos dentro da igreja, pela corrupção de seus membros, mas durante todos os séculos, quanto mais os membros da Igreja mergulhavam em uma vida de pecados, mas Deus levantou homens e mulheres para viver a santidade e chamar a Igreja a conversão.